Discussão Necessária: Quando o risco climático deixa de ser exceção

Por Marco Antônio Messere Gonçalves

Durante muito tempo, eventos climáticos extremos foram tratados como acontecimentos excepcionais. Algo que poderia ocorrer, mas que parecia distante da realidade cotidiana de boa parte das pessoas e das empresas.

Mas, essa percepção já não corresponde ao mundo em que vivemos.

Chuvas intensas, enchentes, secas prolongadas, incêndios e outros eventos severos estão provocando impactos cada vez mais relevantes sobre cidades, empresas, propriedades e famílias. E, quando olhamos para esses acontecimentos sob a perspectiva do mercado de seguros, surge uma questão que merece nossa atenção: estamos preparados para proteger a sociedade diante dessa nova realidade?

Os números ajudam a dimensionar o desafio. Estima-se que chuvas intensas e secas extremas provoquem algo da rodem de centenas bilhões por ano em perdas econômicas no Brasil. E, apenas um percentual muito pequeno desse valor está segurado.
Mais do que uma estatística, esse enorme gap de proteção revela uma oportunidade e, principalmente, uma responsabilidade para o nosso mercado.

O seguro não pode impedir que uma tempestade aconteça ou que uma seca se prolongue. Mas pode contribuir decisivamente para que famílias, empresas e comunidades tenham condições de se recuperar quando esses eventos acontecem.

E ampliar essa proteção exige muito mais do que desenvolver produtos. Precisamos discutir prevenção, modelagem de riscos, capacidade de resseguro, novas soluções de cobertura, distribuição e, sobretudo, formas de fazer com que a proteção chegue a uma parcela maior da sociedade.

É justamente para contribuir com esse debate que o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros realizará, no próximo dia 19 de agosto, em São Paulo, a segunda edição do Conversas do Fórum, desta vez com o tema “O futuro do seguro frente às catástrofes e aos eventos climáticos”.

Teremos a oportunidade de reunir diferentes visões do mercado, com representantes da distribuição, seguradoras, resseguradoras e especialistas que conhecem profundamente os desafios relacionados aos riscos catastróficos.

Entre eles estará Dario Luna Pla, Líder Regional de Soluções Estratégicas de Resseguro da Lockton Re para a América Latina e o Caribe, profissional com importante experiência internacional na estruturação de soluções para gestão de riscos de desastres e seguros paramétricos.

Será uma manhã para trocar experiências, confrontar ideias e, principalmente, pensar em caminhos possíveis para reduzir o gap de proteção existente no Brasil.

Tenho defendido que o seguro precisa ocupar um espaço cada vez maior nas discussões sobre os grandes desafios da sociedade. As mudanças climáticas certamente estão entre eles.

Por isso, acredito que essa conversa interessa não apenas ao nosso mercado. Quanto mais preparada estiver a indústria de seguros para responder aos novos riscos, mais preparada estará a própria sociedade para enfrentá-los.

Espero vocês no dia 19 de agosto.

Conversas do Fórum – Segunda Edição

O futuro do seguro frente às catástrofes e aos eventos climáticos
19 de agosto de 2026
ENS – Escola de Negócios e Seguros – São Paulo/SP
Participação presencial e transmissão on-line.

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