El Niño coloca seguro residencial no radar contra alagamentos e desmoronamentos

A chegada do El Niño já acende um alerta para o mercado segurador e reforça uma oportunidade importante para corretores de seguros: ampliar a orientação aos clientes sobre a proteção residencial.

O fenômeno climático, associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico, pode provocar eventos extremos em diferentes regiões do país. No setor de seguros, a expectativa é de aumento nos acionamentos de apólices ligadas a chuvas intensas, alagamentos, vendavais, danos elétricos e, em algumas regiões, riscos como desmoronamento.

De acordo com informações da Folhapress, seguradoras já se preparam para um possível pico de indenizações em razão dos impactos do El Niño. O setor residencial deve ser um dos pontos de atenção, especialmente em áreas mais sujeitas a chuvas fortes e alagamentos.

“Sabemos que podem acontecer eventos mais catastróficos em algumas regiões, e as seguradoras já começam a acompanhar isso muito de perto e a preparar suas estruturas, porque montamos uma força-tarefa para atendimento aos clientes em eventos extremos”, afirmou o presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da FenSeg, Jarbas Medeiros.

A baixa adesão a determinadas coberturas mostra que ainda existe um grande espaço para atuação dos corretores. Segundo estimativa da FenSeg, de 2021, menos de 1% das residências do país tinha cobertura contra danos causados por alagamentos.

Dados citados na reportagem também mostram que a procura por esse tipo de proteção aumentou após o desastre no Rio Grande do Sul em 2024, mas os números ainda seguem baixos. Na Bradesco Seguros, por exemplo, entre 4% e 6% das apólices residenciais contam com cobertura para inundações. No Sul, esse percentual varia entre 6% e 7%.

Na Porto Seguro, apenas 3% das apólices residenciais incluem cobertura para inundações. Já a cobertura chega a 50% para vendavais e 80% para danos elétricos decorrentes de cortes de energia, segundo o presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da FenSeg, Jarbas Medeiros, que também atua como diretor de ramos elementares e vida da companhia.

Para o corretor, o momento é estratégico. Mais do que aguardar o cliente buscar proteção após um evento climático, é possível antecipar a conversa, revisar apólices, verificar coberturas contratadas e orientar sobre proteções adicionais que podem fazer diferença em caso de sinistro.

O seguro residencial, muitas vezes tratado como uma proteção secundária, ganha relevância diante de um cenário de maior exposição a eventos climáticos. Coberturas para alagamento, vendaval, danos elétricos e desmoronamento — conforme disponibilidade e aceitação de cada seguradora e região — devem entrar no radar de quem busca proteger o patrimônio.

Nesse contexto, a DBD Assessoria pode apoiar o corretor na identificação das melhores oportunidades junto às seguradoras. Com suporte técnico, acesso a diferentes companhias e apoio comercial, a assessoria ajuda o profissional a transformar o alerta climático em oportunidade de orientação, venda e fidelização de clientes.

Com informações da Folhapress.

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