Uso de carro particular em aulas de direção acende alerta para corretores e abre espaço para atuação consultiva

A decisão do Conselho Nacional de Trânsito de permitir o uso de veículos particulares em aulas práticas e exames para obtenção da CNH trouxe um novo ponto de atenção para o mercado de seguros — e, principalmente, para a atuação dos corretores.

A mudança amplia a flexibilidade para candidatos à habilitação, mas também altera o perfil de risco do veículo segurado. Na prática, o automóvel passa a ser conduzido por motoristas não habilitados, em ambiente de aprendizado, o que pode impactar diretamente as condições da apólice caso a seguradora não seja previamente informada.

Esse tipo de situação reforça o papel consultivo do corretor, que passa a ser peça-chave na orientação preventiva do cliente. Mais do que vender o seguro, é fundamental garantir que o segurado compreenda como mudanças no uso do veículo podem interferir na cobertura.

Segundo avaliação do presidente do Sincor-PE, Carlos Valle, o impacto não está necessariamente na precificação, mas na transparência das informações. O uso do veículo para instrução caracteriza alteração nas condições originalmente declaradas na contratação do seguro.

“O veículo passa a ter uma finalidade diferente daquela informada inicialmente, assim como muda a condição do condutor principal”, destaca.

A lógica é semelhante ao que ocorre em atividades como transporte por aplicativo: a seguradora precisa ser comunicada para avaliar a aceitação do risco. A partir disso, poderá manter, ajustar ou até recusar a cobertura nas novas condições.

Outro ponto de atenção está no fato de que candidatos à CNH ainda não possuem habilitação, o que exige o cumprimento rigoroso das regras estabelecidas pelos órgãos de trânsito. Além disso, o instrutor deve estar devidamente credenciado junto ao Detran, e o veículo precisa atender às exigências para uso em instrução.

Nesse contexto, a falta de informação pode gerar problemas no momento do sinistro, especialmente se houver divergência entre o uso declarado e o uso real do veículo.

Para o corretor, o cenário representa uma oportunidade clara de aproximação com a base de clientes. A comunicação preventiva — seja por meio de mensagens, conteúdos ou orientações diretas — se torna uma estratégia eficaz para gerar valor e fortalecer o relacionamento.

É justamente nesse ponto que o suporte de assessorias especializadas, como a DBD Assessoria, pode fazer a diferença. Ao apoiar o corretor com informação, direcionamento técnico e acesso às seguradoras, a assessoria contribui para uma atuação mais estratégica e alinhada às mudanças regulatórias.

A nova regulamentação reforça que, em um mercado cada vez mais dinâmico, o diferencial do corretor está na capacidade de antecipar riscos e orientar o cliente de forma clara e assertiva.

Mais do que uma mudança operacional, a decisão do Contran se transforma, portanto, em uma oportunidade para o corretor se posicionar como consultor de confiança — e ampliar sua relevância no dia a dia do segurado.

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